Dirigente: Hoje damos mais um passo em nossa Semana da Família deste ano. Iremos falar com Deus e escutaremos a sua Palavra. A Leitura Orante da Bíblia ou Lecio Divina é uma forma de oração praticada desde o século XII. É sistematizada em quatro passos: Todos: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação Leitor 1: Sabemos que Deus sempre deseja falar conosco e nos escutar. E que a oração é conversar com Ele, de coração para coração. Que a oração é dom (graça) do Espírito Santo, e que também é um aprendizado. Rezando se aprende a rezar . Leitor 2: Falar com Deus, tendo a sua Palavra como fonte, é a capacidade de deixá-Lo falar em nós. Vamos fazer da leitura bíblica a nossa oração comunitária, escutando o que o Senhor tem para nos falar. Por isso, neste momento de oração, vamos estar de coração e ouvidos abertos e dizer como disse Samuel: Todos: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!” (1Sm 3,10); Leitor 2: Vamos nos colocar na mesma atitude obediente de Maria: Todos: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc1,38). Dirigente: Agora, preparemos o nosso coração para a Leitura Orante da Palavra, rezando: Todos:    Vinde    Espírito    Santo,    enchei    os    corações    dos    vossos    fiéis    e acendei   neles   o   fogo   do   Vosso   Amor.   Enviai   o   Vosso   Espírito   e   tudo   será criado e renovareis a face da terra. Oremos:   Ó   Deus   que   instruíste   os   corações   dos   vossos   fiéis,   com   a   luz   do Espírito   Santo,   fazei   que   apreciemos   retamente   todas   as   coisas   segundo   o mesmo   Espírito   e   gozemos   sempre   da   sua   consolação.   Por   Cristo,   Senhor Nosso. Amém! 1. Lei tura. O que diz o texto? ( Verdade ) Vamos ler atentamente o Evangelho do dia, Mt 18, 15-20 Leitor 1: “Se o seu irmão pecar contra você, e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu. E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.” 2. M editação. O que Deus nos diz através desse texto? ( Meditação ) Leitor 2: Jesus sabe que nem tudo são flores nas relações. No Evangelho de hoje, mostra-nos um caminho que parte da conexão com Ele, com o seu amor, e não parte das nossas carências. Às vezes, erramos. Os outros também erram. Ninguém está isento de errar, pecar. Jesus ensina como tratar a pessoa que errou na comunidade. Todos: “Se o seu irmão pecar contra você, e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois.”   Leitor 3: Hoje em dia, o que mais vemos são indiretas nas redes sociais, quando não, acusações e exposição pública das pessoas. Quando alguém nos ofende, é como se quiséssemos disputar com ele as outras pessoas, ver quem fica com mais gente do seu lado. Pura carência! Leitor 1: Jesus aponta o caminho do diálogo fraterno, feito de respeito, sinceridade, abertura, humildade e discrição. É chegar junto do outro. Mostrar-lhe o erro não como quem aponta, acusa e julga, mas como quem está disposto, em primeiro lugar a expor a própria fragilidade. As regras da “Conversa de Valor” criada pelo escritor Roberto Adami Tranjan sintonizam com esse caminho e podem nos ajudar. Todos: V erdadeira A ssertiva L iteral O portuna R elevante Leitor 2: Verdadeira é a conversa em que expresso a própria verdade, sobretudo os sentimentos gerados em mim pela atitude do outro. Não é dizer: “Você fez isso, isso e isso!”, mas dizer: “Quando você falou tal coisa, eu me senti assim”; “quando você fez tal gesto, provocou isto em mim”. Leitor 3: Assertiva é a fala sobre um comportamento específico, e não sobre o ser do outro. Não direi ao outro: “Você é assim”. Ao contrário, afirmarei: “Naquela situação, você agiu assim” Leitor 1: Literal também vai ao encontro da pontualidade, da especificidade, e não do genérico. Em lugar de dizer “Você nunca faz tal coisa” ou “você sempre fala isso”, direi: “No dia tal, você falou tal coisa que me magoou”. Leitor 2: Oportuna é no momento adequado. A pior coisa costuma ser reagir imediatamente, falar na hora da raiva. Costuma sair bem pouca
fraterna uma fala assim, provocando às vezes um rombo maior. No entanto, muitas vezes não criamos a oportunidade, a ocasião de falar, próxima ao fato ocorrido. Quando vemos, passaram-se meses, anos em que guardamos um rancor, e o outro nem se lembra mais da situação. Leitor 3: Relevante é a conversa boa para mim e para o outro. Os pontos anteriores ajudam a ser boa para o outro porque, ao dar-lhe uma informação pontual e objetiva, ele poderá fazer algo com ela (diferente de dizer “Você é assim”). Expressar será bom para mim, para não guardar o que faz mal. No entanto, algo além que garantirá esses dois lados saudáveis: a intenção. Dirigente: Antes de ter uma conversa com o irmão, preciso tê-la com o Senhor. Colocar-me diante dele abrindo meu coração, expressando e deixando que Ele me cure e me ajude a perdoar. A reconciliação dependerá do outro. O perdão está em mim, independente do resultado da conversa com o outro, aliás, antes dele. Depende de mim perdoar, com a graça de Deus. E preciso pedi-la. E assim pedir também a purificação das minhas intenções: que não sejam vingar-me do outro, ofender-lhe pelo que me ofendeu, colocar-me superior a ele…. mas apenas trazer o irmão de volta.  “Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão.” Leitor 1: Jesus passa para outros níveis. Penso, no entanto, que temos muito a praticar neste primeiro, que raramente vivemos. Apenas algumas palavras, por isso, sobre os demais. Tratam-se de casos em que o outro está em erros que levam a menos vida para si e/ou para os demais. Jesus diz para, após uma tentativa frustrada de diálogo a sós, levar 2 ou 3 pessoas aquelas experientes, pertinentes ao assunto. De novo, a intenção não é dividir ou fofocar, e sim resgatar o outro. O terceiro passo é falar com a comunidade. Leitor 2: Na época em que o Evangelho de Mateus foi escrito, as comunidades eram pequenas e íntimas, “tinham tudo em comum”, realidade um pouco diferente da nossa. Podemos pensar, no entanto, em quais representantes da Igreja são pertinentes a tratar do caso. Por fim, Jesus diz para ser tratado como um pagão “... E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão” . Nem este ponto significa excluir o outro, mas considerá-lo como da multidão, necessitado de um novo processo de evangelização, uma experiência nova, “começar do começo”. Todos merecem a chance de um recomeçar. 3. Oração. O que o texto me faz dizer a Deus? ( Vida ) Dirigente: A Palavra fala aos nossos sentimentos… ela faz brotar em nós uma resposta de amor. Senhor, obrigado por sempre se preocupar conosco, mesmo em nossas fragilidades. Todos:    Agradeçamos    ao    Senhor    seu    amor    e    sua    misericórdia    para conosco   e   por   ter   nos   ensinado   a   perdoar.   Entreguemos   a   Ele   as   pessoas que sofrem a dor da falta do perdão e da reconciliação. Leitor 1: Peçamos ao Pai pelas nossas relações em família, em comunidade e em sociedade, para que sejam mais de acordo com o amor que Seu Filho nos propõe. Peçamos   ainda:   “Senhor,   concede-nos   um coração   aberto   à   tua   graça   e   ensina-nos   a   perdoar   a   quem   ainda   não amamos com verdadeiro amor fraterno”. 4. Contemplação. O que o texto faz em mim? ( Vida e missão ) Dirigente:   Qual   convite   a   Palavra   lhe   faz?   Como   você   vive   o   perdão   e   a reconciliação?   Você   recorda   alguma   experiência   em   que   foi   perdoado(a)   e perdoou?   O   que   o(a)   motiva   a   buscar   a   reconciliação   com   quem   o(a) ofendeu e com quem foi ofendido(a) por você? Todos:   Na   certeza   de   que   Deus   sempre   nos   dá   chance de um recomeçar, nasce em mim o desejo de viver como Jesus viveu. De perdoar e de buscar o perdão, e que eu não me esqueça de o quanto é importante perdoar a si mesmo. Colocar-me diante de Deus abrindo meu coração, expressando e deixando que Ele me cure e me ajude a perdoar. A reconciliação dependerá do outro. O perdão está em mim. 5. O que o texto me faz agir? De que forma a Palavra de Deus estará presente na minha vida, neste dia? O que você deseja colocar em prática segundo os ensinamentos de Jesus? Dirigente: Terminemos nossa oração agradecendo pelo Senhor fazer-se presente quando nos reunimos em seu nome, e pelo poder que nos de ligar, de conectar as pessoas com Ele. Peçamos-lhe a graça de bem viver esse dom e, a partir dele, pôr em prática o diálogo e o amor fraterno. Bênção Todos: - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Leia com atenção um trecho da Bíblia. Pode ser da liturgia do dia ou algum trecho que você tenha escolhido para o seu momento de oração. O mais importante é procurar descobrir os detalhes que estão naquela narrativa: quem são os personagens, a situação vivida, qual foi a reação deles àquela Palavra ouvida. Busque entender o contexto. Leia e releia, se for preciso. Após ler com atenção, pense: O que essa Palavra diz pra mim? Em que ela me tocou? Este é o momento de refletirmos sobre a Palavra. É momento de entender que a Palavra de Deus foi escrita para você, de modo pessoal. Vamos buscar o significado do que o Senhor quer falar com cada um de nós. Depois que você fala, é momento de ouvir ao Senhor. Fique em silêncio, em paz. Ele dará a resposta aos seus questionamentos. Permita que o Espírito Santo de Deus te conduza neste momento de contemplação, sinta a presença d’Ele contigo e permaneça na presença d’Ele.  Quando você se colocar diante da Palavra, a oração virá naturalmente. Aquilo que você pensou na meditação, deve se transformar em súplica, em louvor ao Senhor. É o momento de clamar a Deus para que você dê uma resposta concreta a Ele, com a sua vida, por meio do ensinamento das Escrituras. Fale o que você sente. Não se prenda a orações formuladas. Permita que o Espírito Santo conduza esse momento.
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - Mt 18,15-20
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS
LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS - Mt 18,15-20 Dirigente: Hoje damos mais um passo em nossa Semana da Família deste ano. Iremos falar com Deus e escutaremos a sua Palavra. A Leitura Orante da Bíblia ou Lecio Divina é uma forma de oração praticada desde o século XII. É sistematizada em quatro passos: Todos: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação Leitor 1: Sabemos que Deus sempre deseja falar conosco e nos escutar. E que a oração é conversar com Ele, de coração para coração. Que a oração é dom (graça) do Espírito Santo, e que também é um aprendizado. Rezando se aprende a rezar . Leitor 2: Falar com Deus, tendo a sua Palavra como fonte, é a capacidade de deixá-Lo falar em nós. Vamos fazer da leitura bíblica a nossa oração comunitária, escutando o que o Senhor tem para nos falar. Por isso, neste momento de oração, vamos estar de coração e ouvidos abertos e dizer como disse Samuel: Todos: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!” (1Sm 3,10); Leitor 2: Vamos nos colocar na mesma atitude obediente de Maria: Todos: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc1,38). Dirigente: Agora, preparemos o nosso coração para a Leitura Orante da Palavra, rezando: Todos:   Vinde   Espírito   Santo,   enchei   os   corações dos   vossos   fiéis   e   acendei   neles   o   fogo   do   Vosso Amor.   Enviai   o   Vosso   Espírito   e   tudo   será   criado   e renovareis a face da terra. Oremos:   Ó   Deus   que   instruíste   os   corações   dos vossos   fiéis,   com   a   luz   do   Espírito   Santo,   fazei   que apreciemos   retamente   todas   as   coisas   segundo   o mesmo     Espírito     e     gozemos     sempre     da     sua consolação. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém! 1. L eitura. O que diz o texto? ( Verdade ) Vamos ler atentamente o Evangelho do dia, Mt 18, 15-20 Leitor 1: “Se o seu irmão pecar contra você, e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu. E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.” 2. M editação. O que Deus nos diz através desse texto? ( Meditação ) Leitor 2: Jesus sabe que nem tudo são flores nas relações. No Evangelho de hoje, mostra-nos um caminho que parte da conexão com Ele, com o seu amor, e não parte das nossas carências. Às vezes, erramos. Os outros também erram. Ninguém está isento de errar, pecar. Jesus ensina como tratar a pessoa que errou na comunidade. Todos: “Se o seu irmão pecar contra você, e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois.”   Leitor 3: Hoje em dia, o que mais vemos são indiretas nas redes sociais, quando não, acusações e exposição pública das pessoas. Quando alguém nos ofende, é como se quiséssemos disputar com ele as outras pessoas, ver quem fica com mais gente do seu lado. Pura carência! Leitor 1: Jesus aponta o caminho do diálogo fraterno, feito de respeito, sinceridade, abertura, humildade e discrição. É chegar junto do outro. Mostrar-lhe o erro não como quem aponta, acusa e julga, mas como quem está disposto, em primeiro lugar a expor a própria fragilidade. As regras da “Conversa de Valor” criada pelo escritor Roberto Adami Tranjan sintonizam com esse caminho e podem nos ajudar. Todos: V erdadeira A ssertiva L iteral O portuna R elevante Leitor 2: Verdadeira é a conversa em que expresso a própria verdade, sobretudo os sentimentos gerados em mim pela atitude do outro. Não é dizer: “Você fez isso, isso e isso!”, mas dizer: “Quando você falou tal coisa, eu me senti assim”; “quando você fez tal gesto, provocou isto em mim”. Leitor 3: Assertiva é a fala sobre um comportamento específico, e não sobre o ser do outro. Não direi ao outro: “Você é assim”. Ao contrário, afirmarei: “Naquela situação, você agiu assim” Leitor 1: Literal também vai ao encontro da pontualidade, da especificidade, e não do genérico. Em lugar de dizer “Você nunca faz tal coisa” ou “você sempre fala isso”, direi: “No dia tal, você falou tal coisa que me magoou”. Leitor 2: Oportuna é no momento adequado. A pior coisa costuma ser reagir imediatamente, falar na hora da raiva. Costuma sair bem pouca fraterna uma fala assim, provocando às vezes um rombo maior. No entanto, muitas vezes não criamos a oportunidade, a ocasião de falar, próxima ao fato ocorrido. Quando vemos, passaram-se meses, anos em que guardamos um rancor, e o outro nem se lembra mais da situação. Leitor 3: Relevante é a conversa boa para mim e para o outro. Os pontos anteriores ajudam a ser boa para o outro porque, ao dar-lhe uma informação pontual e objetiva, ele poderá fazer algo com ela (diferente de dizer “Você é assim”). Expressar será bom para mim, para não guardar o que faz mal. No entanto, algo além que garantirá esses dois lados saudáveis: a intenção. Dirigente: Antes de ter uma conversa com o irmão, preciso tê-la com o Senhor. Colocar-me diante dele abrindo meu coração, expressando e deixando que Ele me cure e me ajude a perdoar. A reconciliação dependerá do outro. O perdão está em mim, independente do resultado da conversa com o outro, aliás, antes dele. Depende de mim perdoar, com a graça de Deus. E preciso pedi-la. E assim pedir também a purificação das minhas intenções: que não sejam vingar-me do outro, ofender-lhe pelo que me ofendeu, colocar-me superior a ele…. mas apenas trazer o irmão de volta.  “Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão.” Leitor 1: Jesus passa para outros níveis. Penso, no entanto, que temos muito a praticar neste primeiro, que raramente vivemos. Apenas algumas palavras, por isso, sobre os demais. Tratam-se de casos em que o outro está em erros que levam a menos vida para si e/ou para os demais. Jesus diz para, após uma tentativa frustrada de diálogo a sós, levar 2 ou 3 pessoas aquelas experientes, pertinentes ao assunto. De novo, a intenção não é dividir ou fofocar, e sim resgatar o outro. O terceiro passo é falar com a comunidade. Leitor 2: Na época em que o Evangelho de Mateus foi escrito, as comunidades eram pequenas e íntimas, “tinham tudo em comum”, realidade um pouco diferente da nossa. Podemos pensar, no entanto, em quais representantes da Igreja são pertinentes a tratar do caso. Por fim, Jesus diz para ser tratado como um pagão “... E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão” . Nem este ponto significa excluir o outro, mas considerá-lo como da multidão, necessitado de um novo processo de evangelização, uma experiência nova, “começar do começo”. Todos merecem a chance de um recomeçar. 3. Oração. O que o texto me faz dizer a Deus? ( Vida ) Dirigente: A Palavra fala aos nossos sentimentos… ela faz brotar em nós uma resposta de amor. Senhor, obrigado por sempre se preocupar conosco, mesmo em nossas fragilidades. Todos:   Agradeçamos   ao   Senhor   seu   amor   e   sua misericórdia   para   conosco   e   por   ter   nos   ensinado a    perdoar.    Entreguemos    a    Ele    as    pessoas    que sofrem     a     dor     da     falta     do     perdão     e     da reconciliação. Leitor 1: Peçamos ao Pai pelas nossas relações em família, em comunidade e em sociedade, para que sejam mais de acordo com o amor que Seu Filho nos propõe. Peçamos     ainda: “Senhor,   concede-nos   um   coração   aberto   à   tua graça   e   ensina-nos   a   perdoar   a   quem   ainda   não amamos com verdadeiro amor fraterno”. 4. Contemplação. O que o texto faz em mim? ( V ida e missão ) Dirigente:   Qual   convite   a   Palavra   lhe   faz?   Como você    vive    o    perdão    e    a    reconciliação?    Você recorda      alguma      experiência      em      que      foi perdoado(a)    e    perdoou?    O    que    o(a)    motiva    a buscar   a   reconciliação   com   quem   o(a)   ofendeu e com quem foi ofendido(a) por você? Todos:   Na   certeza   de   que   Deus   sempre   nos   chance de um recomeçar, nasce em mim o desejo de viver como Jesus viveu. De perdoar e de buscar o perdão, e que eu não me esqueça de o quanto é importante perdoar a si mesmo. Colocar-me diante de Deus abrindo meu coração, expressando e deixando que Ele me cure e me ajude a perdoar. A reconciliação dependerá do outro. O perdão está em mim. 5. O que o texto me faz agir? De que forma a Palavra de Deus estará presente na minha vida, neste dia? O que você deseja colocar em prática segundo os ensinamentos de Jesus? Dirigente: Terminemos nossa oração agradecendo pelo Senhor fazer-se presente quando nos reunimos em seu nome, e pelo poder que nos de ligar, de conectar as pessoas com Ele. Peçamos-lhe a graça de bem viver esse dom e, a partir dele, pôr em prática o diálogo e o amor fraterno. Bênção Todos: - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Leia   com   atenção   um   trecho   da   Bíblia.   Pode ser   da   liturgia   do   dia   ou   algum   trecho   que   você tenha    escolhido    para    o    seu    momento    de oração.   O   mais   importante   é   procurar   descobrir os   detalhes   que   estão   naquela   narrativa:   quem são   os   personagens,   a   situação   vivida,   qual   foi a   reação   deles   àquela   Palavra   ouvida.   Busque entender    o    contexto.    Leia    e    releia,    se    for preciso.
Após ler com atenção, pense: O que essa Palavra diz pra mim? Em que ela me tocou? Este é o momento de refletirmos sobre a Palavra. É momento de entender que a Palavra de Deus foi escrita para você, de modo pessoal. Vamos buscar o significado do que o Senhor quer falar com cada um de nós. Quando você se colocar diante da Palavra, a oração virá naturalmente. Aquilo que você pensou na meditação, deve se transformar em súplica, em louvor ao Senhor. É o momento de clamar a Deus para que você dê uma resposta concreta a Ele, com a sua vida, por meio do ensinamento das Escrituras. Fale o que você sente. Não se prenda a orações formuladas. Permita que o Espírito Santo conduza esse momento.
Depois que você fala, é momento de ouvir ao Senhor. Fique em silêncio, em paz. Ele dará a resposta aos seus questionamentos. Permita que o Espírito Santo de Deus te conduza neste momento de contemplação, sinta a presença d’Ele contigo e permaneça na presença d’Ele. 
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QUARTA FEIRA LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS

CELEBRAÇÕES EM FAMÍLIA

DIOCESE DE LUZ - MG